Pai rejeita filha

Discussão em 'Arquivos antigos' iniciado por Cristhiane, 25 de Maio de 2008.

  1. Cristhiane

    Cristhiane Em análise

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    Rio Grande do Sul
    Prezados!
    A questão é a seuinte: tenho uma filha de 6 meses, com uma pessoa que tive um breve relacionamento. Seu pai negou a paternidade e nunca quis conhecê-la. Abri um processo de investigação de paternidade a fim de provar a paternidade atravéz do exame de DNA. Se ele nunca quis vê-la, e conhecendo um pouco ele, penso que depois que se prove a paternidade (e se ajuste os alimentos, é claro!)ele continuará se mostrando indiferente. Por mim, gostaria que minha filha nunca o visse mesmo, pois ele nunca a quis, mas sei o quanto é importante a ela a convivência com o pai, ter uma família, mesmo que separada. Penso também que as responsabilidades paternas vão além do pagamento da pensão alimentícia, pois os pais tem iguais deveres em relação à criação, educação e afeto dos filhos. Gostaria de saber se há alguma forma de obrigá-lo a conviver com ela, caso ele não faça isso de espontânea vontade. Penso em envocar a constituição ou os direitos humanos ou até mesmos os prejuizos psicológicos que ela poderá ter.
    Agradeço quem colaborar com a questão.
  2. Dani Oliver

    Dani Oliver Em análise

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    Não dou resposta técnica pq não tenho base para isso. Apenas tenho uma pergunta a te fazer. Já viu alguém morrer por não conviver com seu pai, ou até mesmo sua mãe???

    Isso não acontece, e esses traumas que vc sugere, vem geralmente quando a criança não tem base nenhuma de familia, o que me parece não ser o seu caso.

    Por isso não obrigue ninguém a ama-la como vc ama, isso é impossível, deixe o curso da vida, ele saberá onde fazer os dois se encontrarem e de que maneira isso será feito.

    Dê o seu amor a sua filha, obringar o outro é colocar em risco a felicidade da pequena.

    Espero que vc entenda o que eu estou dizendo e não me leve a mal.

    Tenho uma frase que sempre relembro quando vejo casos assim: "Só se dá, aquilo que se tem"
  3. Cristhiane

    Cristhiane Em análise

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    Dani Oliver, entendi sim o que disseste.
    E tens razão.
    Muito obrigada!
  4. Dr. Arleu

    Dr. Arleu Membro Pleno

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    Rio Grande do Sul
    Pois é minha amiga Cristhiane, por óbvio, com a anuência da nossa amiga Dani me filio ao posicionamento dela, acrescendo o seguite, que é justamente na nossa carta maior(Constituição Federal de 1988) que você não podera se apoiar, uma vez que ela é clara em seu inciso X do art. 5º, que disciplina que são invioláveis a intimidade das pessoas, sujeitando seus violadores indenizar pelos danos morais causados.
    Assim, como poderia o judiciário acatar um pedido seu no sentido de obrigar o pai de seu filho a dar amor, carinho e atenção a a ele, sendo que estas manifestações, são sentimento subjetivos ligados a intimidade da pessoa humana. De outra banda, você ficaria tranquila ao entregar seu filho ao pai, que não gosta dele?
    A lei protege contra o abandono material, art. 244 do Código Penal e art.21 da lei 5478/68, mas não contra o abandono intelectual e psicológico(intimidade).

    Um abraço

    Arleu
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