Desde o surgimento do homem, procuramos todas as formas e meios possíveis para vivermos para sempre. O livro de Gênesis encontrado na Bíblia Sagrada diz que O TODO PODEROSO (Jeová Deus) criou o homem com o pro propósito de povoar a terra e cuidar dela por tempo indefinido. Com o inicio do pecado na terra o qual se deu pela desobediência do primeiro homem Adão, O Todo Poderoso (Jeová Deus) resolveu extinguir a vida eterna dada aos humanos e fazendo com que sentissem dor, sangrassem, adoecessem, sofressem, trabalhassem para prover seu sustento, dentre outros castigos relatados na Bíblia Sagrado o que vem ocorrendo até os dias atuais.
O homem por nascer com a perspectiva da vida eterna nunca se conformou em ter que se entregar à morte e por isso cuidou de procurar meios que pudessem trazer tal longevidade.
Na idade Média Luis XII, da França, ordenou que sacrificassem um jovem para que se banhasse em seu sangue achando que desta forma estaria prolongando sua vida já avançada. Este ato tornou-se freqüente na idade média. Para alguns na Antiguidade, o sangue era importante para a alma. Muitos acreditavam que os mortos poderiam ressurgir se fosse dado sangue ao falecido. Na linha dos guerreiros, acreditavam que tomando o sangue de seus inimigos, os quais morreram com bravura, tornar-se-iam mais corajosos, fortes e inteligentes.
Como vemos a utilização já era conhecida desde os mais antigos, para muitos, aproveitável e para outros totalmente proibidos o seu consumo. Hoje com o avanço da medicina, a transfusão de sangue foi melhorada para que pudesse salvar vidas. O verdadeiro inicio da transfusão de sangue deu-se no ano de 1628 por Harvey pela sua obra “Os movimentos do Coração e do Sangue” a qual corporizou a descoberta da Circulação Sangüínea, onde foi denominado para tal o nome “Cirurgia Infusória”, que logo após ficou conhecido como “Cirurgia Transfusória” e como hoje conhecemos.
O inicio deste estudo era elaborado através de testes com animais, onde eram inseridos em sua corrente sangüínea diversos tipos de substâncias químicas como açúcar, vinagre, ópio, estes não tinham o efeito de morte imediata como tinha o azeite, alúmen e outros componentes químicos.
No período de 1656 a 1666, Bayle e Clarke, injetavam outros tipos de componentes como: açafrão, antinômico, suspensões de goma arábica, mas desta vez não feitos em animais, mas sim em homens que eram condenados a morte. Outros afirmam que a verdadeira concepção teórica da transfusão de sangue fora atribuída ao monge Beneditino D. Robert de Gabets, de Metz. Haveria ele apresentado em 1658 uma exposição pública sobre a transfusão de sangue.
Em um dos casos em estudo pelos cientistas médicos, após a primeira transfusão de sangue notou-se no doente o alívio do sofrimento. Mas após a segunda transfusão, houve alguns distúrbios que foram causados pela transfusão de sangue, como, braço quente, pulso alterado, dores nos rins e mal estar e já no dia seguinte sua urina estava escura. Insistiram nas transfusões alegando melhoria, mas morreu na mesma noite. E daí em diante, outros casos similares apareceram.
No ano de 1664, a Academia das Ciências determinou a hostilidade da transfusão de sangue. Naquela época, a condenação dar-se-ia pelo grande número de acidentes decorrentes de transfusões de sangue, e hoje, devido nosso avanço tecnológico, sabemos que a causa de tais reações á transfusão ocorriam devido à formação dos anticorpos que combatem o sangue estranho e também por causa de infecções bacteriológicas.
Mas, milhares e milhares de pessoas crêem ser o sangue algo mais valioso e que deve ser respeitado. Muitas destas pessoas mesmo quando encontram sua vida em risco tendo a transfusão como meio de salvá-la, repudiam-na acreditando ser salvo pelo Todo Poderoso (Jeová Deus). Esta recusa do sangue ocorre desde os primitivos cristãos. Sua fé é muito mais forte do que à vontade de viver. Mas dizem que esta forma de pensar é equivocada, pois é à vontade de viver para sempre que os fazem abster-se do uso do sangue em qualquer situação.
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Transfusão de Sangue - Liberdade de Consciência Análise da dicotomia constitucional
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