Iniciando Carreira Na Advocacia

Discussão em 'Fórum dos Neófitos' iniciado por Andissegna, 28 de Janeiro de 2010.

  1. Andissegna

    Andissegna Em análise

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    Bom dia colegas

    Gostaria de compartilhar com os nobres colegas a angústia de iniciar a carreira de advogada. Para aqueles que durante o curso de direito tiveram contato com a prática, trabalhando em escritórios de advocacia ou mesmo estagiando nos fóruns, acredito que a situação seja mais favorável. Eu não sei se com vocês foi assim, mas eu me sinto muito insegura nas audiências, a impressão que sinto é que não sei nada, esqueci tudo. Adoro confeccionar as peças, me empenho e consigo resultados, mas quando tenho uma audiência fico muito ansiosa. Quando estou em frente a advogados com mais experiência parece que não sei nada, me dá um branco, enfim me sinto insegura demais.
    Gostaria de compartilhar com os colegas como foram os inícios de carreira em suas profissões, será que isso é normal? Vai passar com o tempo? Quais os métodos que podem ajudar a controlar a ansiedade? Como vocês superaram essas barreiras?
    Desde já agradeço a colaboração.
  2. Léia Sena

    Léia Sena Membro Pleno

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    São Paulo
    Dra.



    É isto mesmo, esta sua ansiedade é normal e isto passará com o tempo, continue estudando e você chega lá !

    Procure estudar sempre!
    Uma dica: compareça ao Fórum e assista audiências de outros advogados, assim você poderá observar diferentes situações.


    E por fim, saiba que com este fórum jurídico você também tem uma grande ferramenta em sua vida profissional.

    Um grande abraço!

    Léia Sena



  3. Fernando Zimmermann

    Fernando Zimmermann Administrador

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    Eu também era muito nervoso em audiências quando comecei. A audiência é o momento em que o cliente vê e repara o advogado em ação, onde ocorre a disputa de idéias com o advogado da parte adversa e o momento para usar de sua arte para convencer o juiz; logo, é importantíssimo ser habilidoso neste momento. O nervosismo faz com que o cliente perca a confiança, a parte adversa ganhe facilmente o debate de idéias e não convence o juiz.

    Em meu caso, fiz cursos de oratória, assumi a função de mestre de cerimônias na OAB, e treinava sozinho em casa, na frente do espelho. Deu resultado, hoje também dou aulas em classes grandes, e sou muito confiante nas audiências.

    Assim como qualquer outra atividade, ou se tem a virtude de forma inata, ou se treina para obtê-la.

    Um grande abraço,
  4. Ribeiro Júnior

    Ribeiro Júnior Membro Pleno

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    Para a Tensão Pré Audiência eu poderia indicar um pouco de álcool. Mas ele pode prejudicar um pouco a dicção e o hálito. Basta dizer que você tem um grande trunfo: provavelmente, seu ex adverso parou de estudar há mais tempo que você, ou nem se dedicou tanto quanto você ultimamente nos estudos. Portanto, o segredo não é saber há mais tempo, nem saber mais... é saber usar o que se sabe.


    Cordialmente,
  5. Aquimedes

    Aquimedes Em análise

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    Já que estamos falando sobre audiências, vou relatar uma situação inusitada que ocorreu comigo a poucos dias. Fui a uma audiência com meu cliente referente a uma pensão alimentícia, entretanto quando o juiz começou o procedimento ele praticamente impôs uma condição resolutiva com o aval do representante do Ministério Público. No caso, a filha do meu cliente já tinha 19 anos e não cursava estabelecimento de ensino superior, mas o juiz saiu determinando que haja a prorrogação da pensão por mais um ano para dar uma nova oportunidade a jovem de passar no vestibular com a condição resolutiva de juntar as provas de ingresso da faculdade sob pena de extinção do benefício. Técnicamente não é algo tão ruím assim para meu cliente, visto que a pensão é de um valor pequeno (R$ 90,00) e até onde percebo ele deu início a exoneração por questões sentimentais, entretanto quando tentei expôr meu desacordo com a proposta para requerer a extinção naquele ato o juiz meu interrompeu dizendo que deveriamos dar uma nova oportunidade a jovem de fazer o vestibular, pois ela queria ingressar em um curso difícil e ele estava impondo uma condição resolutiva, etc.
    Neste momento, percebi que a sentença já estava "pronta", as chances de eu fazer o juiz mudar de idéia eram de 0%, por isso indaguei ao cliente se considerava algo tão ruím assim e ele concordou com o acordo.
    Dado o que foi exposto, contínuo até agora me questionado se minha postura passiva foi algo aceitável, ou se eu deveria "comprar briga" com o juiz naquele momento... Afinal, técnicamente ela não tinha mais direito ao benefício, mas a verdade é que mesmo que eu comprasse briga com o juiz ele iria manter o benefício e poderia ser pior poderia a discussão ficar em aberto até a jovem completar 24 anos. Por está razão preferi assumir uma postula de certa forma "inerte".

    A questão que desejo apresentar é referente ao que o meu cliente pensava sobre a qualidade do meu serviço, pois todos esperam que o advogado lute com todas as forças e optanto por uma postura defensiva pode fazer com que o cliente considere meu serviço de segunda categoria.
    No caso em concreto, ainda acho que não foi um acordo ruím, afinal a bandida afirmaza esta desempregada e que desejava cursa odontologia e o pai dela, que ela sequer chama de pai, dize não se importar de pagar a pensão se ela quiser fazer odontologia, pois ele se questiono se ela teria recursos financeiros para arcar com um curso tão caro.

    Conclusão: como o meu cliente é pessoa humilde e já arcou com os custos de locomoção até a comerca da residência da filha optei por não cobrar nada, mesmo porque fiquei com a desagradável sensação de dever não cumprido, embora eu ainda acredite ter sido a melhor decisão a ter sido tomada no momento.
  6. mary santos

    mary santos Membro Pleno

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    Audiências são sempre situações tensas. O advogado deve estar atento e estudar acerca dos procedimentos que deverão ser adotados na mesma, pois questões meramente processuais podem trazer grandes beneficios ao advogado atento, que com uma simples impugnação, ou consignação de repudio constante no termo poderá trazer a extinção do ato (se busca o favorecimento do réu), ou no caso de ausencia do réu, com pedido de revelia, terá beneficiado seu cliente, ora autor.[​IMG]
  7. Paulo Antônio Zamach

    Paulo Antônio Zamach Em análise

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    Prezado Arquimedes.

    Se me permite, farei também um comentário sobre o episódio relatado por você.
    Também passei por situação semelhante, onde a mãe da criança solicitava a majoração da pensão em níveis que meu cliente (segundo ele) não suportaria. Como já imaginava que teríamos que negociar e que geralmente o juiz é favorável à mãe e à criança, já havia advertido meu cliente de que teríamos que ter uma margem de negociação, pois diante dos fatos, dificilmente o juiz deixaria de atender o pedido da mãe. Ele foi reticente e concordou com um aumento em 30% do valor atual.
    Chegando na audiência, o juiz indagou se havia condições de acordo. Antes de fazer minha contra proposta, pedi que a parte contrária oferecesse uma outra proposta, mas eles porém disseram não ter outra proposta. Quando eu ia fazer a minha contra-proposta fui interrompido pelo juiz que praticamente determinou que o aumente deveria ser de 15%, mesmo argumentando com o juiz (a parte contrária ficou calada), não obtive sucesso e vi que se insistisse ficaria pior.
    Aí chamei o cliente num canto e expliquei à ele que o juiz já tinha uma opinião formada e de nada adiantaria insistir. Comk muito custo convenci-o de que aquela era a melhor opção.
    No final vi que ele não ficou satisfeito, mesmo assim cobrei meus honorários, pois mal sabia ele que corria o risco de pagar custas e demais despesas, tendo inclusive de suportar o pedido em sua totalidade, pois esse é o quadro que vi configurado diante da inicitiva do juiz.
    Não fiquei satisfeito com o resultado final, mas sei também que fiz o que pode ser feito e evitei consequencias piores.

    Abraços ao colega.

    Paulo Antônio.
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