Dúvida Quando Ao Silogismo (Prea-Sub)

Discussão em 'Filosofia Jurídica' iniciado por Alexsander, 12 de Abril de 2011.

  1. Alexsander

    Alexsander Em análise

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    Saudações caros amigos.
    Estou com uma dúvida quando a matéria de lógica dentro de filosofia jurídica, trata-se do seguinte:
    Ontem eu e uma amiga estivemos discutindo quanto a forma que o Professor explicou e a forma que Aristóteles definiu o silogismo Prea-Sub, a seguir a forma dada em classe...


    Agora nossa dúvida seria que segundo a filosofia de Aristóteles a última proposição, conclusiva, deve se manter como nas demais.
    E um primeiro indicio de erro é que a pronuncia da frase fica um tanto que inconsistente, sendo que na forma definida por Aristóteles se mantém tal proposição conclusiva ( C é B )como nas demais então se preserva essa característica do bom português.

    Alguém concorda, discorda, se possível poderia postar algum link válido para maior clareza do assunto?

    Agradeço desde já!
  2. Luiz Eduardo

    Luiz Eduardo Membro Pleno

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    Os dois últimos silogismos são falsos.

    B é A Todo tranqüilo é mineiro

    A é C Algum mineiro é lafaietence

    C é B Logo algum lafaietence é tranqüilo (ou B é C Logo algum tranqüilo é lafaietence.)

    Porque:

    1) B é A Todo tranqüilo é mineiro: Significa dizer que o Universo dos Tranquilos é menor, e está contido no Universo dos Mineiros. Ou seja, existem os Mineiros que são tranquilos, como também pode haver mineiros não-tranquilos. - [A > B] OU [A = B (tranquilos) + Y (não-tranquilos)].

    2) A é C Algum mineiro é lafaietence: alguns lafaienses C estão no Universo A, então podem ser ou B ou Y.

    3) C é B Logo algum lafaietence é tranqüilo : ERRADO, pois algum lafaietence pode ser não-tranquilo.

    4) B é C Logo algum tranqüilo é lafaietence: Também ERRADO, pois algum não-tranquilo pode ser lafaietense.
  3. Alexsander

    Alexsander Em análise

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    Obrigado pela dica Dr. Luiz.


    Essa matéria parecia tão fácil, que acho que não dei a atenção devida hehe
    Mas ainda gostaria de debater algo, quanto ao uso do "algum" (B é C) já se elimina a possibilidade de estar generalizando,
    portanto permitindo a possibilidade do "algum não-tranquilo poder ser lafaietense", não concorda ?


    Porém se for quanto à universalidade da primeira premissa já afirma que todo mineiro é tranquilo, isso também contraria a afirmação ( C é B ) em sua universalidade de que algum lafaietence pode ser não-tranquilo a menos que seja um paulista morando em minas ( Nossa acho que embolei tudo agora ) Como seria então o "Silogismo RIGOROSO, imperfeito. Prea – Sub" sendo que "C é B" e "B é C" estão incorretos ? Não sendo possível colocar o termo médio na premissa conclusiva, conforme a regra, só me resta optar entre C ou B.. creio que se faça então necessário um terceiro predicado Y como você sugere, só que fugiu um pouco do conteúdo apresentado em aula dai fiquei meio confuso...


    Mas ontem eu encontrei um link que faz referencia a essa forma demonstrada em aula (113. Figuras do silogismo) , e hoje comparando-o vi que confere o que eu afirmei estar correto segundo a filosofia de Aristóteles B é A / A é C / C é B (sem a inclusão do terceiro predicado Y)


    Ps. A minha dúvida é mais quanto a variação da premissa conclusiva ter de ser sempre C é B em todas demais formas de silogismo, não sendo possível uma conclusiva variante B é C.
  4. Luiz Eduardo

    Luiz Eduardo Membro Pleno

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    Bom, pra mim o silogismo "B é A / A é C / C é B" só vai ser correto se B = A (Todos os tranquilos que existem são mineiros, e, ao contrário, todos os mineiros que existem são tranquilos).

    Agora se A > B, as conclusões C é B ou B é C, são falsas. Acho que a primeira premissa denota exatamente essa discrepância (Todo tranquilo é mineiro). Seria o mesmo que eu dizer:

    "Todo brasileiro (B) é latino-americano (A)"

    "Algum latino-americano (A) é lafaietence (C)"

    Seria errado afirmar: "Logo algum lafaietence (C) é brasileiro (B)" [esse lafaietence pode ser Uruguaio]

    Também seria errado afirmar: "Logo algum brasileiro (B) é lafaietence (C)" [esse lafaietence pode ser Uruguaio]

    Se B=A (Tipo: "Todo Brasileiro é Nacional") então tanto "C é B" e "B é C" estariam corretos.

    Att.
  5. Alexsander

    Alexsander Em análise

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    Entendi, então quer dizer que a matéria do professor não está tão incorreta assim como debatemos em sala..
    porém só não coincide com o silogismo aristotélico onde vias de regra a premissa conclusiva sempre deve ser C é B para qualquer forma de silogismo acima elencados.

    Ps. O acréscimo de predicado Y também é abordado em por outros autores mas em outras formas de silogismo, tive lendo sobre isso em minhas pesquisas, mas achei que fica um tanto pesado / complicado..

    Depois eu procuro algo falando nisso e volto ao debate !

    Muito obrigado pela atenção care, forte abraço.
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